Não é segredo para ninguém que as semanas de moda, especialmente aqui no Brasil, viraram palco cativo para influenciadores digitais e celebridades da internet. A presença dessas personalidades nas passarelas se tornou uma estratégia recorrente para as marcas, buscando ampliar o alcance de seus desfiles e conectar-se com novas e massivas audiências que transitam muito mais pelas redes sociais do que pelas revistas de moda tradicionais.
No entanto, essa aposta nem sempre agrada a todos. Enquanto o objetivo é gerar buzz e visibilidade instantânea, a “farofa” de influencers nas passarelas tem gerado uma onda de rejeição, especialmente entre os fashionistas mais puristas e parte do público que acompanha o setor. Críticas sobre a falta de técnica, o esvaziamento do conceito original dos desfiles e a supervalorização do “hype” em detrimento do profissionalismo das modelos têm viralizado, dividindo opiniões e acendendo um debate acalorado sobre os rumos da moda.
A dicotomia é clara: de um lado, marcas buscam democratizar o acesso e o engajamento através da popularidade dos influenciadores; do outro, há quem defenda a manutenção da essência e do rigor artístico que, para muitos, se perdem quando o foco se desvia das criações e da passarela em si. Resta saber se essa estratégia polêmica veio para ficar ou se a rejeição crescente forçará uma repensada na forma como as marcas buscam seus holofotes no universo fashion.