A Colômbia tremeu, e com ela, o coração de muitos. Mas poucas histórias são tão dilacerantes quanto a de Ana María Saavedra. Aos 23 anos, a jovem foi a única de sua família a sobreviver ao terremoto que devastou a cidade de Cali, a terceira maior do país. Ela, que era parte de um trio de trigêmeas, agora chora a perda de seus pais e irmãs, soterrados no desabamento de seu prédio.
Enquanto as equipes de resgate trabalhavam incessantemente em meio aos destroços, a esperança se misturou à tristeza. Ana María foi milagrosamente resgatada, mas a notícia que se seguiu quebrou qualquer resquício de alegria: seus pais e as outras duas irmãs trigêmeas não resistiram. O cenário em Cali, com prédios desabados e vidas interrompidas, é desolador, mas a dor de Ana María, que agora se vê sozinha no mundo, é um retrato cruel da dimensão humana da catástrofe.
A história de Ana María é um lembrete cruel da fragilidade da vida e da força implacável da natureza. De uma família completa, com a rara alegria de ter trigêmeas, agora resta apenas uma. Com apenas 23 anos, ela enfrenta um futuro incerto, marcado pela ausência e pela dor insuportável de ter perdido tudo em um piscar de olhos. A Colômbia se solidariza com a jovem, que agora terá que encontrar forças para recomeçar, carregando a memória de quem se foi.