A Justiça Eleitoral deu um basta numa tática que vinha causando burburinho nos bastidores da política: agora, só pode usar o sobrenome “Bolsonaro” na campanha quem for parente de verdade do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão visa acabar com a confusão e a indução ao erro dos eleitores, que poderiam acabar votando em “falsos parentes” pensando que são da família do ex-mandatário.
A artimanha de políticos que tentavam se colar à imagem do ex-mandatário era justificada com argumentos como “laços de amizade” ou “identificação ideológica”. Mas, para o tribunal, essa proximidade “de fé” não cola e não justifica o uso de um sobrenome que, inegavelmente, tem forte peso eleitoral. A Corte foi clara: induzir o cidadão a acreditar em parentescos que não existem é jogar sujo com a democracia.
Com isso, a farra dos “Bolsonaros de aluguel” chegou ao fim. A partir de agora, a identidade nos nomes de urna terá que ser de sangue ou de casamento, deixando bem claro quem é quem na corrida eleitoral e evitando que o eleitor seja passado para trás por supostas ligações familiares. É a Justiça Eleitoral colocando ordem na casa e na urna!