A real é que a TV tradicional está perdendo a batalha de audiência para uma série de concorrentes digitais. Netflix, YouTube, TikTok e até mesmo os reels do Instagram se tornaram os “canais” preferidos de milhões de brasileiros. Já existe um público massivo que não vê mais a telinha como principal alternativa de entretenimento, buscando conteúdo sob demanda, personalizado e que caiba na palma da mão. Não é modinha passageira, mas uma virada de chave no consumo de conteúdo.
Ignorar essa realidade é como tapar o sol com a peneira. Enquanto a programação linear segue seu fluxo, a galera já está com o controle remoto na mão, ou melhor, o celular, decidindo o que, quando e onde assistir. A nova geração simplesmente não se encaixa nos horários fixos e nas infinitas propagandas. Essa é uma mudança crucial que a televisão não pode, em hipótese alguma, fingir que não existe, sob o risco de se tornar irrelevante.
Para sobreviver e, quem sabe, reconquistar parte dessa audiência, a palavra de ordem é adaptação. É preciso ir além do “streaming próprio” e pensar em formatos que conversem com a fluidez do digital, com a interatividade das redes e com a demanda por conteúdo on-demand e personalizado. Do contrário, a TV corre o risco de virar uma relíquia nostálgica, enquanto o show da vida real acontece em outras telas.