Viviane Batidão, voz potente da música brasileira e agora articulista, acendeu um debate crucial em sua Coluna Pop: a dificuldade de artistas de regiões fora do eixo principal (leia-se Rio-São Paulo) de terem seu talento devidamente reconhecido. A cantora paraense, em uma reflexão que ressoa com muitos, apontou que “quem nasce fora desse eixo acaba precisando provar duas, três, dez vezes mais que também faz música de qualidade”. A declaração, acompanhada de foto por Alle Peixoto, questiona profundamente se o Brasil de fato conhece a riqueza de sua própria produção musical.
A declaração de Batidão não é apenas uma queixa, mas um retrato da realidade enfrentada por inúmeros talentos espalhados pelo vasto território nacional. Muitas vezes, a riqueza e diversidade sonora de estados como Pará, Pernambuco ou Bahia demoram a furar a bolha da grande mídia, permanecendo em um circuito de nicho, apesar do apelo popular e da excelência artística. A própria Viviane, com sua trajetória de sucesso e reconhecimento gradual, personifica essa luta por espaço e legitimação.
A provocação da artista serve como um espelho para o próprio Brasil: será que estamos realmente dando ouvidos à totalidade da nossa produção musical? Ela convida a uma reflexão urgente sobre os critérios de valorização e o papel da indústria e da mídia na construção de um panorama musical mais inclusivo e representativo de toda a pluralidade brasileira. Para o portal Farofa, que sempre celebra a diversidade, o recado é claro: é hora de ampliar o radar e desbravar os sons que pulsam em cada canto do país.