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TV Gazeta em Xeque: grupo de credores pede falência na justiça

Por Junior Calheiros
26 de janeiro de 2026

Um novo capítulo na crise da TV Gazeta de Alagoas. Um grupo de credores trabalhistas entrou na Justiça com um pedido de falência da emissora, intensificando a situação financeira da empresa. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Acta, com dados obtidos do "É Assim".

Dívidas e Inadimplência: Os Motivos do Pedido

De acordo com o advogado Marcos Rolemberg, que representa os trabalhadores, o principal motivo para a solicitação de falência é o reiterado descumprimento de obrigações legais pela empresa. Além disso, a TV Gazeta, pertencente ao ex-presidente Fernando Collor, apresenta uma aparente ausência de viabilidade econômica.

Rolemberg detalhou que a emissora não estaria recolhendo o Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço (FGTS) dos funcionários há mais de um ano, desde outubro de 2024. Este pagamento é uma exigência legal e fundamental no processo de Recuperação Judicial.

FGTS em Atraso e o Fim da Parceria com a Globo

A situação do FGTS é crítica, afetando diretamente todos os funcionários da empresa. Curiosamente, a inadimplência com os depósitos do fundo começou antes mesmo do fim do contrato entre a TV Gazeta e a Globo.

A emissora alagoana chegou a tentar manter sua afiliação com a Globo (que hoje atua em parceria com a TV Asa Branca no estado), alegando que sem o contrato não conseguiria cumprir seus compromissos financeiros. No entanto, o problema com o FGTS já existia.

Consequências para os Trabalhadores e o Futuro da Emissora

Diante da gravidade, muitos trabalhadores recorreram à rescisão indireta de seus contratos. Os valores devidos nessas situações não se sujeitam à Recuperação Judicial e, portanto, deveriam ser pagos imediatamente pela empresa.

O advogado Rolemberg conclui que a TV Gazeta já enfrentava dificuldades no cumprimento de obrigações básicas muito antes da saída da Globo. A situação, segundo ele, apenas se agravou com o aumento das ações trabalhistas e das dívidas que não estão contempladas no plano de recuperação.

As informações são do Portal Acta

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