A promessa do retorno das novelas nacionais ao SBT era um alívio para muita gente, mas nos bastidores, virou um verdadeiro dramalhão mexicano, só que sem legenda e com roteiro confuso. O que era para ser a grande virada da programação, transformou-se em um ringue de boxe onde todos apontam o dedo para o lado, menos para si mesmos, na eterna busca por um culpado para a audiência que não decola e a produção que patina. A pergunta que ecoa pelos corredores é sempre a mesma: “culpa de quem?”.
E o pior é que, como em toda boa novela que se preze, o conflito central parece nunca ter resolução. Fontes do Farofa dentro da emissora contam que o cenário é de ‘conversa vai, conversa vem’ incessante. Reuniões e mais reuniões são marcadas, ideias são lançadas em brainstormings acalorados, promessas são feitas, mas, ao final do dia, a constatação é sempre a mesma: tudo permanece exatamente na mesma. É como se a produção estivesse presa em um looping de episódios repetidos, sem um capítulo final à vista.
Enquanto a cúpula tenta descobrir “de quem é a culpa” – ou melhor, adia a responsabilidade – o telespectador fica a ver navios e os profissionais envolvidos veem seus projetos estagnados. O SBT, que um dia foi referência em teledramaturgia, hoje vive uma ‘novela da vida real’ nos bastidores, onde o plot twist principal é a ausência de qualquer plot twist. Resta saber até quando o público terá paciência para esse enredo sem sal e sem solução. Ou seria essa a verdadeira marca registrada das novelas atuais do SBT?