Nos bastidores da mídia esportiva, um burburinho cresce e aponta para a Record. A emissora estaria pecando pela falta de “garra e atrevimento” no campo esportivo, uma postura que, segundo críticos, a impede de alçar voos mais altos. A cereja no bolo dessa insatisfação? Ter ficado de fora da transmissão da Copa do Mundo, vista como uma oportunidade de ouro simplesmente jogada fora em um mercado cada vez mais competitivo.
Não é segredo que a Copa do Mundo é um evento de audiência massiva e visibilidade sem igual, capaz de impulsionar qualquer canal que se proponha a investir. Para muitos analistas, a Record tinha o potencial – e talvez até a estrutura – para fazer um movimento mais ousado, que a colocaria de vez na briga com as gigantes do setor. A inércia, ou a aposta em um perfil mais conservador, custou caro e deixou a impressão de um barco que preferiu ancorar a navegar em águas mais turbulentas, porém lucrativas.
Agora, com a poeira da Copa assentando, a pergunta que fica é: o que a Record fará para mudar essa percepção? Será que a emissora vai ouvir as críticas e injetar mais ousadia e investimento em sua programação esportiva, buscando não apenas competir, mas realmente incomodar? Ou continuará observando de longe, perdendo outros “gols” que poderiam mudar o jogo a seu favor em um cenário midiático que exige cada vez mais audácia?