Quem liga a TV na Record ou no SBT ultimamente parece estar sintonizando em um canal dedicado exclusivamente à desgraça alheia. A aposta massiva das emissoras nos programas policialescos transformou suas grades em uma verdadeira sucessão de tragédias, da manhã à noite, deixando o telespectador em um limbo de crimes, acidentes e dramas que nunca parece ter fim.
Se antes um programa sobre crimes e investigação dava audiência, hoje a overdose é tanta que o público já não sabe mais onde se esconder. Do “Cidade Alerta” aos telejornais com suas pautas mais sangrentas, o que se vê é um ciclo interminável de notícias ruins, acidentes e dramas humanos que, por mais reais que sejam, acabam por saturar a paciência e o estômago de qualquer um que busca um mínimo de entretenimento ou, quem sabe, uma boa notícia.
Tragédia por tragédia, chega uma hora em que a plateia do sofá, exausta de tanta desgraça, clama por um respiro. Onde estão os programas leves? As boas notícias? A comédia? Parece que Record e SBT esqueceram que até no mundo real o ser humano precisa de um intervalo. E o público, definitivamente, está pedindo o seu.