Esqueça aquela ideia de que carne escura é carne velha ou estragada! A nutricionista Nicolly Ferreira desmistificou um dos maiores mitos na hora de escolher seu pedaço, afirmando categoricamente que a cor da carne não é, de forma alguma, um indicativo de sua qualidade. Segundo a especialista, a tonalidade do corte varia conforme a espécie do animal, o tipo de corte, sua idade e, principalmente, a concentração de mioglobina – a proteína responsável pelo transporte de oxigênio nos músculos.
A mioglobina, que dá a cor avermelhada à carne, reage ao oxigênio, e sua quantidade muda com o passar do tempo e a idade do animal. Por exemplo, carnes de animais mais velhos ou de cortes específicos tendem a ter maior concentração dessa proteína e, portanto, podem apresentar um tom mais escuro sem que isso signifique deterioração. A nutricionista reforça que, em vez da cor, o consumidor deve se atentar à textura (que deve ser firme e elástica), ao cheiro (que precisa ser suave e característico, nunca azedo) e à procedência, buscando sempre selos de inspeção e confiança.
Para o Portal Farofa, a mensagem é clara: desmistifique a cor da carne e foque nos indicadores reais de qualidade. Escolher bem não é questão de ter a carne mais “bonitinha” aos olhos, mas sim de garantir um produto seguro e saboroso para a sua mesa, seja ele mais clarinho ou mais robusto na tonalidade. Bom apetite e boas escolhas!