A programação infantil na TV aberta brasileira parece ter virado uma assombração do passado. O que se observa hoje é um silêncio ensurdecedor, beirando a irresponsabilidade e o descaso por parte das grandes emissoras. O “nem aí” generalizado das TVs com as crianças é notório, transformando a tela em um deserto para o público mirim, que fica órfão de conteúdo na telinha.
Antigamente recheada de desenhos, séries e programas educativos, a grade atual se resume a uma raridade, quando não é completamente inexistente. Esse grave pouco caso e a tamanha quietude na oferta de conteúdo infantil sugere que as emissoras simplesmente “entregaram os pontos”, abandonando de vez um segmento que um dia foi vital para a formação de gerações.
Enquanto plataformas de streaming e o YouTube abocanham o público infantil com um universo de opções, a TV aberta se distancia, perdendo relevância e deixando um vácuo preocupante para o desenvolvimento das novas gerações. Fica a pergunta para os gigantes da televisão: cadê a responsabilidade social? Ou será que para a molecada de hoje, a TV aberta já virou uma relíquia empoeirada, sem espaço para a inocência e a fantasia?
