A pergunta que não quer calar nos bastidores do Carnaval carioca é sempre a mesma: rainha de bateria paga para ter o posto? A realidade, como quase tudo no mundo do samba, é mais complexa do que parece à primeira vista. Na maioria das agremiações, especialmente quando o cargo é ocupado por celebridades, o cenário é de não pagamento pelo posto em si. No entanto, isso não significa ausência de investimento pessoal para brilhar na Sapucaí.
Famosas que desfilam à frente dos ritmistas geralmente não desembolsam dinheiro diretamente pela faixa ou pela coroa. Entretanto, a regra é clara: elas bancam as próprias despesas com fantasias luxuosas, tratamentos estéticos e até mesmo equipe de apoio, garantindo o glamour esperado para a posição. Há ainda um grupo de escolas que se destaca por uma abordagem diferente, cobrindo os custos de suas rainhas como forma de reconhecimento e suporte à figura que representa a bateria.
Mas o que realmente movimenta os burburinhos é a exceção à regra: uma única escola de samba do Rio de Janeiro inova (ou ousaria, dependendo do ponto de vista) ao efetivamente cobrar um valor pelo cobiçado posto de rainha de bateria. Enquanto as demais transitam entre a auto-sustentabilidade das celebridades e o apoio da agremiação, esta singularidade financeira destaca a diversidade de modelos por trás de um dos cargos mais desejados e visíveis do Carnaval. Para o Portal Farofa, fica a questão: qual será o preço do brilho na Sapucaí?