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Crise nos Bastidores: Sindjornal aciona Justiça após TV Asa Branca propor retirada de direitos de jornalistas

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15 de setembro de 2026 (Atualizado: 15/09) • 3 min de leitura

Foto: Reprodução/Internet
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A campanha salarial dos jornalistas de Alagoas tem avançado de forma positiva em diversas emissoras do estado, com acordos firmados que garantem a reposição da inflação e reajustes justos para a categoria. No entanto, os bastidores de uma das principais novidades da comunicação alagoana vivem um cenário de tensão: a TV Asa Branca.

A emissora, que iniciou suas operações em Alagoas há quase um ano representando a rede de maior audiência do país, está sendo acusada de postergar as negociações e de se recusar a seguir o acordo histórico já consolidado no mercado local.

Segundo denúncia do Sindicato dos Jornalistas do Estado de Alagoas (Sindjornal), enquanto os profissionais entregam resultados expressivos, altos índices de audiência e até mesmo prêmios, a postura da direção da empresa tem sido de desvalorização.

O ponto que mais gerou revolta na categoria, no entanto, é a contraproposta da empresa, classificada como um retrocesso. A direção da TV Asa Branca apresentou medidas que retiram direitos históricos conquistados com muito suor pelos trabalhadores.

Entre os cortes propostos pela emissora estão:

  • Fim do pagamento de gratificações para cargos de confiança, produtores e editores;
  • Redução da gratificação de dupla função para os repórteres cinematográficos (profissionais que atuam na linha de frente das ruas);
  • Criação de banco de horas, medida que, segundo os trabalhadores, a direção havia prometido anteriormente que não seria implementada;
  • Recusa em oferecer auxílio-creche, direito fundamental para o apoio às famílias dos profissionais.

Impasse e judicialização

Diante do impasse, o Sindjornal informou que tentou manter o diálogo de todas as formas possíveis, mas deixou claro que a categoria “não aceitará retrocessos”. Embora o canal de negociação permaneça aberto por parte dos trabalhadores, o sindicato decidiu dar um passo além e já ingressou com uma ação na Justiça para resguardar os direitos de quem faz o jornalismo da emissora acontecer todos os dias.

A mensagem da categoria é clara: respeito e direitos não se negociam. O caso promete se desdobrar nas próximas semanas, enquanto a classe jornalística alagoana se une em prol da valorização profissional e da manutenção de suas garantias trabalhistas.

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Sobre Redação

Jornalista e colaborador do Portal Farofa.

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