Quem nunca sonhou em comer e, de quebra, gastar calorias? A ideia dos “alimentos que queimam gordura” ou que dão um “up” no metabolismo virou febre nas redes sociais e rodas de conversa. Mas será que essa mágica existe mesmo? Para desvendar esse mistério e separar o que é mito do que é real, o Portal Farofa conversou com uma nutricionista, que esclarece de vez o “bafafá” dos termogênicos e do gasto calórico na digestão.
A verdade é que sim, nosso corpo gasta energia para digerir os alimentos – é o famoso Efeito Térmico dos Alimentos (ETA), ou gasto calórico na digestão. No entanto, esse gasto é pequeno, representando apenas uma parcela ínfima do nosso total diário de calorias queimadas. Alimentos ricos em proteínas e fibras exigem um pouco mais de trabalho do nosso organismo, mas não espere um “motor turbo” queimador de calorias. E os famosos termogênicos como pimenta e gengibre? Eles podem dar um empurrãozinho *minúsculo* no metabolismo, mas a contribuição para a perda de peso é praticamente insignificante, muito mais marketing do que resultado prático.
Então, qual o verdadeiro segredo para quem busca gerenciar o peso? A nutricionista é categórica: o foco deve ser na **saciedade** e na qualidade do que se come. Alimentos ricos em fibras (vegetais, frutas, grãos integrais) e proteínas (carnes magras, ovos, leguminosas) nos deixam satisfeitos por mais tempo, diminuindo a vontade de beliscar e, consequentemente, a ingestão calórica total. Ou seja, nada de milagre ou pílula mágica. Uma alimentação equilibrada, rica em nutrientes, combinada com atividade física regular, continua sendo a receita imbatível para a saúde e o bem-estar. Desencana dos “queimadores” e bora focar no prato inteligente!