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O brilho da Band em Alagoas e a cadeira vazia que falou alto no debate histórico

Publicado em 14/09/2026 • 3 min de leitura
Foto: Reprodução/Internet
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Aqui no nosso espaço de sempre, o Fala Ale, hoje o papo é direto e reto sobre um verdadeiro marco para a comunicação e para a democracia no nosso estado: o tão comentado debate eleitoral da Band.

Primeiro, é preciso dar o crédito a quem merece. Temos que tirar o chapéu e aplaudir de pé a iniciativa da emissora. Realizar o primeiro debate da Band em Alagoas já seria, por si só, um golaço, mas o capricho na entrega elevou o nível do jogo. O evento aconteceu em um dos cenários mais emblemáticos e belos da nossa capital: a imponente Associação Comercial de Maceió, no coração do nosso charmoso bairro de Jaraguá.

A estrutura montada para receber o evento estava impecável. Foi um show de organização que mostrou o peso e a tradição que a Band tem na cobertura eleitoral do país, agora fincando sua bandeira com maestria em solo alagoano. Para coroar a noite, a apresentação ficou por conta da brilhante jornalista Cynthia Martins, âncora do Bora Brasil. Firme, elegante e com um domínio de palco cirúrgico, Cynthia conduziu o formato com a excelência que a ocasião pedia.

Mas, como na política alagoana nem tudo são flores, o brilho da noite acabou ofuscado por uma sombra que, infelizmente, já virou tática conhecida: a fuga do embate.

O candidato JHC simplesmente decidiu não comparecer ao programa. Uma atitude que merece uma crítica dura. Em uma democracia, o debate não é um favor que o político faz à emissora, é uma obrigação moral com o eleitor. Ao escolher deixar a sua cadeira vazia, JHC não apenas frustrou o público que esperava ouvir suas propostas, mas adotou uma estratégia no mínimo questionável de isolamento.

O resultado dessa ausência? O concorrente Renan Filho ficou livre, leve e solto. Sem a presença de seu principal adversário para o contraponto, Renan teve o tempo, os blocos e a tela inteira para responder às perguntas sozinho, nadando de braçada em um espaço valioso em horário nobre. Faltou o contraditório, e quem perdeu com isso não foi a emissora, foi o cidadão alagoano que ficou sem o direito de comparar ideias frente a frente.

Fica aqui o nosso reconhecimento à Band pelo pioneirismo e pela estrutura de primeira linha. Que venham outros debates e que, da próxima vez, todos os candidatos entendam que quem foge das perguntas, no fundo, subestima a inteligência de quem vota.

Um abraço e até a próxima, galera!

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