A eliminação do Brasil da Copa do Mundo, mais do que uma derrota em campo, é vista por muitos como o espelho de uma Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que há muito tempo joga contra os próprios interesses do futebol nacional. Não é apenas azar, é o desfecho de uma gestão que coleciona críticas e fracassos, culminando em mais uma saída precoce de um Mundial, deixando um rastro de frustração entre os torcedores.
Desde a “arrogância” de 2006, passando pela “rigidez” de 2010, a “vergonha” do 7 a 1 em 2014, o “azar” de 2018 e a “covardia” tática de 2022, o roteiro se repete. A crítica aponta para uma sucessão de gestões – de Teixeira a Marin, Del Nero, Caboclo, Ednaldo e o atual Xaud – que parecem mais preocupadas com o poder do que com o desenvolvimento genuíno do futebol brasileiro, perpetuando um ciclo vicioso de decisões duvidosas e falta de planejamento a longo prazo.
Nesse cenário de acusações, a previsão para 2026 já é sombria. Muitos afirmam que a próxima Copa do Mundo será apenas o que a CBF, sob a batuta de seus diferentes presidentes, realmente merece: mais um ciclo de frustrações. O recado é claro: sem uma mudança radical na forma de gerir o esporte, o Brasil continuará pagando o preço da ineficiência e do descaso de seus cartolas.