A Lei Rouanet, que vira e mexe esquenta os debates nas redes sociais e mesas de bar, parece ter esfriado bastante nos planos de governo dos presidenciáveis. Um levantamento mostrou que, dos 13 nomes na corrida pelo Palácio do Planalto, apenas quatro citam nominalmente a famosa lei de incentivo à cultura em seus documentos oficiais.
Além dos quatro diretos, outros dois candidatos preferiram uma abordagem mais indireta, mencionando o fomento à cultura e a economia criativa sem citar a Rouanet pelo nome. Isso significa que a maioria esmagadora – sete dos 13 candidatos – optou pelo silêncio total sobre um tema que, historicamente, gera bastante burburinho e discussões acaloradas entre os eleitores.
A ausência da Lei Rouanet em tantos planos de governo chama a atenção, considerando o quanto ela já foi centro de debates e polarização. Será que os presidenciáveis estão evitando um tema controverso ou simplesmente não o veem como prioritário para seus mandatos? Fato é que a cultura, e seus mecanismos de fomento, parecem estar em segundo plano para grande parte dos candidatos.