Aquele cheiro nada agradável na hora do carinho não é só implicância sua: tártaro, gengivite e dor podem estar por trás do mau hálito de cães e gatos.
Quem é tutor de pet em Alagoas sabe: não tem nada melhor do que receber aquele dengo do bichinho no fim da tarde. Mas vamos combinar… às vezes, quando o caramelo ou o bichano chega perto para dar uma lambida, o “bafinho” vem tão forte que parece um golpe.
Muita gente acha que o cheiro forte é normal da espécie, mas a real é que mau hálito persistente não é normal. Pode ser o primeiro sinal de que a saúde do seu companheiro de quatro patas está pedindo socorro.
Muito mais do que um cheiro ruim
Aquele odor pesado costuma ser consequência direta do acúmulo de placa bacteriana, tártaro e gengivite. Se não forem tratados a tempo, esses quadros evoluem para a chamada doença periodontal, que além de causar dor severa, pode amolecer os dentes e até provocar a perda dentária.
Segundo a médica-veterinária Juliana Matias de Oliveira, assistente de clínicas da Plamev, os impactos não ficam restritos à boca:
“A cavidade oral possui uma grande quantidade e diversidade de microrganismos e, quando a doença periodontal se instala, a inflamação pode ter repercussões além da própria boca”, alerta a especialista. Bactérias presentes nas gengivas inflamadas podem, a longo prazo, atingir a corrente sanguínea e sobrecarregar órgãos vitais, como rins e coração.
Fique de olho: sinais de que algo não vai bem
Cães e gatos têm o costume de esconder o sofrimento. Por isso, vale a pena bancar o detetive e checar a boquinha deles com frequência. Preste atenção aos seguintes sinais:
- Mau hálito constante (que não passa nem com petisco);
- Gengivas avermelhadas, inchadas ou que sangram com facilidade;
- Dificuldade ou relutância para mastigar a ração seca;
- Salivação excessiva;
- Placas amarelas ou escuras coladas nos dentes (o famoso tártaro);
- Perda de apetite ou emagrecimento repentino.
Como salvar o sorriso (e o hálito) do seu bichinho
A melhor estratégia ainda é a boa e velha prevenção:
- Escovação diária é o padrão-ouro: Sim, pets também precisam escovar os dentes! Use pasta própria para cães e gatos (nunca a de humanos, que contém flúor tóxico para eles) e comece aos poucos para virar rotina. A escovação previne a placa, embora não retire o tártaro já endurecido.
- Cuidado com petiscos duros demais: Ossos de verdade ou brinquedos extremamente rígidos podem quebrar os dentes do animal. Prefira brinquedos mastigáveis e petiscos aprovados por especialistas (procure produtos com o selo do VOHC – Veterinary Oral Health Council).
- Check-up veterinário em dia: Não espere o pet parar de comer. Uma avaliação odontológica a cada seis meses ou ao menos uma vez ao ano garante que limpezas profissionais de tártaro sejam feitas com segurança.
Depois dessas dicas, já sabe: na próxima sessão de chamego, dá uma espiadinha nos dentinhos do seu melhor amigo!