Era um segredo de Polichinelo, mas agora é oficial: a própria Globo, através do seu Globoplay, reconheceu que novelas longas demais são um erro crasso! A confissão vem com a percepção de que prender o público por centenas de capítulos já não faz mais sentido na era do consumo rápido e das maratonas de séries. A plataforma de streaming parece ter percebido que o espectador moderno busca agilidade e histórias que prendam do início ao fim, sem a famigerada “barriga”.
Enquanto o streaming se adapta, a televisão aberta, ironicamente incluindo a própria emissora, ainda insiste em tramas que ultrapassam os cento e tantos capítulos, esticando a história como um chiclete velho. É como se os diretores de programação da TV linear ainda vivessem em outra década, ignorando o comportamento do público que eles dizem querer fidelizar com a programação noturna. A insistência em prolongar desnecessariamente um enredo acaba gerando fadiga e dispersão.
A pergunta que fica é: será que essa epifania do Globoplay vai finalmente “subir” para a direção da TV aberta e cortar o cordão umbilical das novelas infinitas? Ou será que a gente vai continuar assistindo a vilões que ressuscitam cinco vezes e casais que só se resolvem no capítulo 200? O público, que já cansou de enrolação, torce para que a ficha caia de vez – e que venham as novelas mais curtas e dinâmicas!