Um burburinho inédito agitou o mundo da televisão e da classificação indicativa: o programa “Record Kids: Desenhos Bíblicos”, que antes ostentava o selo “livre para todos os públicos”, agora carrega a tarja “não recomendado para menores de 12 anos”. A mudança, que pegou muita gente de surpresa, vem no embalo das reclassificações promovidas pelo governo Lula, gerando discussões acaloradas sobre o que pode ou não ser consumido pelos pequenos.
Afinal, o que há nas narrativas milenares da Bíblia que as tornaria impróprias para o público infantil com menos de uma dezena de anos? Seriam as cenas de dilúvios, pragas, traições e batalhas épicas – presentes em muitas das histórias adaptadas – consideradas violentas demais ou complexas para mentes jovens? Enquanto desenhos mais modernos e com temáticas frequentemente questionáveis continuam com classificações mais brandas, a saga de Moisés, Davi e companhia agora exige a supervisão (ou a espera) de uma idade mais avançada.
A decisão levanta questionamentos importantes sobre os critérios de classificação indicativa no país. Será que estamos vivendo uma nova era de “censura mirim” ou apenas um olhar mais rigoroso sobre o que é de fato “livre”? Para o portal Farofa, o debate está aberto: as histórias bíblicas se tornaram “proibidas” ou é a infância que está sendo superprotegida (ou subestimada)?