O cenário da televisão local em Maceió apresenta uma dinâmica peculiar, com duas emissoras – a TV Ufal e a TV Educativa de Alagoas (do Governo Estadual) – ambas retransmitindo a programação da TV Brasil. Essa situação levanta questões sobre a produção de conteúdo local e o potencial de desenvolvimento regional.
A TV Ufal, vinculada à Universidade Federal de Alagoas, é apontada como um veículo atualmente “esquecido”, cuja programação não atrai audiência e se resume à retransmissão da TV Brasil. De forma similar, a TV Educativa de Alagoas, de responsabilidade do Governo Estadual, adota o mesmo modelo, resultando em duas emissoras locais afiliadas à mesma rede pública e com uma escassez de produtos regionais próprios.
Uma perspectiva levantada sugere que a TV Ufal poderia ter se estabelecido como a primeira emissora local 100% independente. Sob a gestão de professores universitários e alunos do curso de Comunicação Social, a emissora teria o potencial de oferecer uma programação autônoma e diversificada.
O Potencial Inexplorado da Produção Estudantil
A partir da capacidade de estudantes dos cursos de Jornalismo e Relações Públicas, um vasto leque de produções audiovisuais poderia ser desenvolvido. Entre as possibilidades, destacam-se:
- Documentários aprofundados sobre temas locais.
- Programas jornalísticos especiais, investigando questões relevantes para a comunidade.
- Programas diários de entretenimento, com conteúdo criativo e regionalizado.
Essa abordagem permitiria a entrega de produtos de qualidade, educativos e, principalmente, sem vínculos com patrocinadores, como a prefeitura. A ideia é que pautas de interesse da população pudessem ser abordadas com total liberdade editorial, sem a preocupação de perder apoio financeiro.
Gestão e Oportunidades Acadêmicas
A gestão da TV Ufal pela Fundepes (Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa), em vez de ser diretamente entregue aos estudantes, é vista por alguns como um fator que impediu a plena realização desse potencial. A percepção é que, ao colocar a produção audiovisual nas mãos dos alunos, a emissora se tornaria um “laboratório de comunicação vivo”.
Tal modelo poderia capacitar os estudantes de forma mais completa, proporcionando experiência prática e valiosa antes mesmo de concluírem seus cursos. Essa vivência direta na produção de conteúdo seria um diferencial significativo em sua formação profissional.