Rita Lee, rainha do rock brasileiro, morre aos 75 anos

Por Redação
09/05/2023

A família da cantora emitiu um comunicado nas redes sociais dela: “É com pesar que informamos o falecimento de Rita Lee em sua residência na cidade de São Paulo, durante a noite passada, rodeada pelo amor de sua família, conforme sempre desejou.” O velório será aberto ao público e ocorrerá no Planetário do Parque Ibirapuera, na quarta-feira (10), das 10h às 17h.

Rita, a protetora da liberdade

Rita contribuiu para a revolução do rock ao se juntar à explosão criativa do tropicalismo. Ela formou a banda brasileira de rock mais aclamada do mundo, os Mutantes, e criou canções em sua carreira solo que alcançaram um enorme apelo popular, sem perder sua liberdade e irreverência.

Sempre atualizada, Rita foi uma referência em criatividade e independência feminina ao longo de seus quase 60 anos de carreira. Embora tenha sido chamada de “rainha do rock brasileiro”, ela preferia ser conhecida como a “protetora da liberdade”.

Rita Lee Jones nasceu em São Paulo em 31 de dezembro de 1947. Seu pai, Charles Jones, era dentista e descendente de imigrantes dos Estados Unidos. Sua mãe, Romilda Padula, de origem italiana, era pianista e incentivou Rita a estudar música e cantar junto com suas irmãs.

Aos 16 anos, Rita se juntou a um trio vocal feminino chamado Teenage Singers e se apresentou amadoramente em festas escolares. O cantor e produtor Tony Campello descobriu as cantoras e as convidou para participar de gravações como vocal de apoio.

Os Mutantes, formado por Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias, com Gilberto Gil em uma foto de março de 1972 – Foto: Acervo Estadão Conteúdo

Em 1964, ela entrou para um grupo de rock chamado Six Sided Rockers, que, após várias mudanças de formação e nomes, se tornou os Mutantes em 1966. Inicialmente, o grupo era composto por Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias.

Os Mutantes foram fundamentais para o movimento tropicalista, ao combinar psicodelia com ritmos locais, e se tornaram o grupo brasileiro mais reconhecido pelos músicos de rock ao redor do mundo, sendo idolatrados por Kurt Cobain, David Byrne, Jack White, Beck e outros.

O trio acompanhou Gilberto Gil na canção “Domingo no parque” no 3º Festival de Música Popular Brasileira da Record em 1967 e Caetano Veloso na música “É proibido proibir” no 3º Festival Internacional da Canção da Globo em 1968, ambos marcos do movimento tropicalista.

Os Mutantes também participaram do álbum “Tropicália ou Panis et Circensis” de 1968, uma gravação fundamental para o movimento.

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