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Empresas ligadas a Collor procuram Ministério Público

Por Alexandre Moreno

Representantes das empresas de Fernando Collor procuraram o Ministério Público Estadual (MPE) em busca de um acordo de não-persecução penal, para suspender investigações ou ações judiciais contra o grupo empresarial. As empresas estão envolvidas em centenas de ações judiciais, incluindo dívidas trabalhistas que não foram pagas e um processo de recuperação judicial que tramita na 10ª Vara Cível da comarca da capital.

As empresas de Collor, incluindo a Organização Arnon de Mello (OAM), são acusadas de cometer crimes falimentares durante o processo de recuperação judicial. O acordo de não-persecução penal permitiria que as empresas ficassem isentas de responder pelos crimes, desde que reparassem os danos causados.

Empresas ligadas a Collor procuram Ministério Público

Os advogados das empresas também visitaram a sede do MPE, além do diretor-executivo do grupo OAM, Luís Amorim, que foi segurança de Collor na época em que ele era presidente. As empresas estão buscando suspender as ações judiciais contra elas, incluindo o processo de recuperação judicial.

Entre as irregularidades cometidas pelas empresas de Collor durante o processo de recuperação judicial está a concessão de empréstimos aos acionistas, o que é proibido pela legislação. A principal acionista da OAM é Fernando Collor, que recebeu empréstimos de mais de R$ 6 milhões durante o processo.

Os advogados dos credores trabalhistas identificaram que um advogado que representou as empresas de Collor e pessoas de sua família também atuou como representante legal de credores. Ele recebeu procurações de mais de 100 empregados demitidos das empresas para votar em nome deles na assembleia geral de credores. No plano elaborado pelas empresas de Collor, a proposta era pagar a todos os credores trabalhistas o valor de apenas R$ 12 mil, independentemente do tempo de serviço. Algumas pessoas que trabalharam para a OAM chegam a somar quatro décadas de dedicação e têm valores a receber que alcançam cerca de R$ 1,2 milhão.

Informações do portal Acta

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