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CPMI do INSS: figura de direita aponta envolvimento de igrejas em fraudes contra aposentados

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14 de janeiro de 2026 • 3 min de leitura

Foto: Reprodução/Internet

A senadora Damares Alves fez revelações importantes sobre as investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Nesta segunda-feira (12), a parlamentar indicou que igrejas e templos religiosos teriam sido utilizados como locais para a captação de aposentados e pensionistas, com o objetivo de realizar descontos indevidos em seus benefícios previdenciários.

Segundo a senadora, a apuração sugere que líderes religiosos teriam desempenhado um papel crucial ao facilitar o acesso de entidades investigadas às vítimas, contribuindo para a operacionalização do esquema de fraudes previdenciárias.

O Papel das Igrejas na Fraude: Detalhes das Investigações

Autora do pedido de quebra de sigilos do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, Damares Alves concedeu uma entrevista ao SBT News. Na ocasião, ela detalhou as pressões que a CPMI tem enfrentado, mencionando influências de bancos, igrejas e figuras políticas, tanto da direita quanto da esquerda.

A senadora destacou a gravidade da situação: “Nós estamos identificando igrejas no esquema de fraude com aposentados. Há pastores que pedem para não investigar, não decepcionar os fiéis”, declarou, sublinhando a delicadeza e os desafios do trabalho da comissão.

Avanços e Entraves nas Apurações da CPMI

Damares Alves adiantou que a investigação sobre o Banco Master deverá ser aprofundada em 2026. Além dos descontos irregulares aplicados por entidades associativas, a CPMI também foca nos prejuízos causados por empréstimos consignados contratados sem o conhecimento de aposentados e pensionistas.

“Onde chegamos não tem mais caminho de volta”, afirmou a senadora, ressaltando o compromisso da comissão em prosseguir com as investigações, independentemente das pressões externas.

Sigilo Judicial e Conexões Políticas na Mira

Uma parte significativa do material coletado pela CPMI, incluindo mensagens e ligações obtidas a partir das quebras de sigilo, encontra-se atualmente sob sigilo. A restrição foi determinada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o acesso a esses documentos deve ser retomado com o retorno do ano legislativo.

Para além do envolvimento de instituições religiosas, a CPMI do INSS também investiga entidades suspeitas de realizarem repasses financeiros a familiares de políticos. Um dos casos em análise é o da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), sob suspeita de transferir valores para parentes do deputado federal Silas Câmara (Republicanos-AM), que possui ligação com a Assembleia de Deus no Amazonas.

Sobre Junior Calheiros

Marketeiro por formação, publicitario.

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